Carta 02, 13 de junho de 2016,
Imagens:Pinterest e Google
Na segunda aula cada aluno levou um objeto que fosse
importante para ele. Variados objetos foram levados, tais como pulseira, fotos
de filha e de amigos, alianças, CD, e alguns mais inesperados, como uma saia,
jogo de xadrez e até mesmo uma pedra (sim! uma pedra). Mas, sem dúvida alguma o
que mais gerou debate e questionamento foi a Bíblia, esse livro tão importante
para alguns gerou uma grande e saudável discussão em que muito se foi falado
sobre o embate entre diferentes crenças.
Essa aula não somente nos levou a conhecer um pouco mais uns
sobre os outros como também nos levou a “desproteger a cabeça”, de forma que
pudemos acrescentar novos conhecimentos a partir de objetos com histórias tão
pessoais e que em sua mera funcionalidade não nos levaria a determinado
conhecimento, a determinados questionamentos.
Outrossim, por trás de peças tão simples e normais do
cotidiano, se escondem histórias ótimas de serem ouvidas. E Kauã, um dos alunos
da turma, disse uma frase que ficou muito marcada na minha cabeça naquele
momento, ele disse: “Para escrever é necessário sensibilidade.”, e readaptando
para o contexto dos instrumentos que foram levados para aula posso dizer que:
para viver, é necessário sensibilidade. É necessário ser sensível ao ponto de
respeitar uma crença diferente, é necessário ser sensível para olhar com
empatia para o próximo, é necessário sensibilidade para ver que a vida vai
muito além do material e que muitas vezes o material apenas reflete os
sentimentos, histórias e fases de uma pessoa.
Eu escolhi levar meu celular, um objeto tão usado no
dia-a-dia e que se não fosse essa aula, talvez eu não tivesse essa reflexão e
não olhasse com mais sensibilidade para a importância enorme que ele tem na
minha nova realidade, ele agora é a forma mais rápida e funcional de me
comunicar com amigos, com minha mãe, irmã e namorado que estão a 600km de
distância. E ele representa hoje muito mais do que sua função prática o permite
fazer, ele representa o amor, o carinho e o respeito que eu consigo transmitir
através dele para aqueles que estão longe.


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