terça-feira, 30 de agosto de 2016

Encerrando o quadrimestre

Carta 11, 30 de agosto de 2016,

Chegamos ao fim do quadrimestre de "Universidade e Sociedade". Depois de três meses de convivência às segundas, chegou a hora de nos despedirmos do componente. Foram muitos os debates e aprendizados nesse período, pudemos discutir sobre vários temas, de religião a política.

Esse componente é fundamental na nossa vida acadêmica, em seu primeiro momento nos insere através de um texto no contexto que vamos viver durante um longo período. Além disso, nos ajuda a entender e olhar com outra perspectiva para vários temas, tantos quanto puder debater em sala (ou rede social).

Não obstante, a autonomia que a universidade preza é sem dúvida trabalhada nesse componente. Nós discentes ficamos livres parar questionar e apresentar o que quiséssemos dentro desse ambiente. Aliás, foram os questionamentos que moveram as aulas, nada teríamos aprendido de novo se não questionássemos o que já existe, o que não compreendíamos ou  as opiniões formadas que possuímos.

Eu me sinto realizada, durante todo esse tempo fiz o meu melhor, procurei aprender o que fosse possível a cada aula, ricas em conhecimento e aprendizados para serem vividos. Muitas coisas boas ficarão desse componente, muitos questionamentos para serem feitos durante a vida acadêmica, mas a certeza que a experiência não foi em vão.

Imagem: Pinterest

Um dia de apresentações parte 2

Carta 10, 29 de agosto de 2016,

Nessa aula as apresentações continuaram!! Laira falou sobre a violência contra a mulher. Esse é um tema muito mais abrangente do que pensamos. Quando falamos em violência contra mulher, não estamos nos referindo somente a agressão física, mas a agressão psicológica, moral e outras pouco discutidas. Aquele "fiu-fiu" quando uma mulher passa? é assédio! O tema necessita cada vez mais de espaço para entendermos como, de fato, ocorre a violência.

Imagem: Google

Nery escolheu como tema a política de cotas. É um tema polêmico, há quem acredite que as cotas não são "justas", sentem-se desfavorecidos pela existência delas. Contudo, acredito que as cotas são sim necessárias, uma vez que não possuímos uma educação homogênea, uma educação pública de qualidade, somente alcançando esse patamar nas universidades. Além disso, a cota busca "reparar" um histórico de rechaço contra os negros, um passado de escravidão e exploração da mão de obra dos mesmos que até os dias de hoje não conseguiram uma condição de igualdade perante a sociedade. Vale ressaltar que as cotas não são uma lei permanente mas sim uma medida paleativa. Ela estará em vigor durante um período buscando uma maior igualdade.

Além disso, houve também apresentações sobre inclusão social, drogas, "politicamente correto".. a ideia era que nós tivéssemos autonomia para fazermos o que quiséssemos nessa apresentação. Posso dizer que aprendi muito nesses dois dias de aula sobre diversos temas, e que colocar nossa autonomia em prática as vezes pode ser muito bom.

Por fim, gostaria de deixar um vídeo da apresentação de Pedro, que se encaixa muito bem com o nosso componente "Universidade e Sociedade" e que me emocionou. O vídeo mostra como uma atitude boa, pode gerar uma onda de outras atitudes boas e, quem sabe, tornar a sociedade um pouco melhor:

Vídeo: Youtube



sábado, 27 de agosto de 2016

Um dia de apresentações

Carta 09, dia 22 de agosto de 2016,

Hoje começou um novo ciclo de apresentações, os alunos que não apresentaram o livro de Paulo Freire deveriam então apresentar o que desejassem de modo individual, não havendo regras acerca da escolha do tema ou de como deveria ser apresentado.

Alguns dos temas apresentados foram o colorismo, a mulher no mundo acadêmico, o esporte como meio transformador, e todos geraram bons debates dos temas. O colorismo ou pigmentocracia está intimamente ligado ao preconceito racial, isso porque é a partir da tonalidade da pele da pessoa (colorismo) que se define como ela será tratada na sociedade. Ou seja, ainda que a pessoa seja negra, se ela tiver uma pele com tom mais claro, o preconceito que ela sofrerá pode ser menor. E é sobre isso que Joana falou, ela nos mostrou que o preconceito muitas vezes está implícito e não visível, como é sua forma mais repugnada.



Além desse tema, Nana nos apresentou sobre a mulher no meio acadêmico, sobre como o número de mulheres vai diminuindo a cada nível de graduação. Também tivemos apresentações sobre como o esporte é um objeto transformador, capaz de melhorar a vida de muitas pessoas, principalmente crianças, tirando das ruas e das drogas milhares de pessoas.  


Eu faço parte do grupo de pessoas que não apresentaram “Pedagogia da Autonomia” e por isso fiz esse trabalho agora. Eu escolhi meu tema através do ENEM do ano passado, cujo tema era “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Nessa apresentação eu falei sobre o “feminicídio”, que significa o assassinato de mulheres por serem mulheres. Os motivos usuais para esse crime são o ódio e a sensação de perda de domínio sobre a mulher, como se nós mulheres fôssemos um objeto. Eu falei sobre a lei, dados sobre violência no Brasil e no mundo. Gostei muito de falar sobre esse tema, acho importante disseminar essa informação para que cada vez menos mulheres sejam vítimas de violência, seja ela de qualquer tipo. E para todo tipo de violência contra a mulher, DENUNCIE! Disque 180.


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O método na UFSB

Carta 08, 15 de agosto de 2016,

Nessa aula, finalizamos as discussões sobre a obra “Pedagogia da Autonomia”. Muito se discutiu nesse período sobre o papel do professor na classe. No último capítulo, se falou sobre decisões. Para Freire, é impossível ser neutro enquanto educador. O professor, ainda que não deseje, não é imparcial ao expor um fato ou notícia para seus alunos. A imparcialidade não é possível, segundo o autor.

Além disso, em grupo, fizemos um trabalho sobre como o método de Paulo Freire se insere na nossa universidade, se está funcionando ou não. Meu grupo optou por dizer que está funcionando parcialmente, uma vez que muitos indivíduos vêm de um método tradicional em que o aluno não está acostumado a ter autonomia. 

Imagem: Google

Não obstante, o aluno não possui um tempo de adaptação ao método, não existe um momento de transição, o que dificulta ainda mais a relação com essa nova forma de aprender. Contudo, se trata de uma dinâmica muito boa, uma vez que o indivíduo passa a ter mais domínio e autonomia nas suas decisões e na vida acadêmica.

Os desdobramentos da profissão

Carta 07, 01 de agosto de 2016,

As apresentações sobre o livro de Paulo Freire continuam. A discussão sobre “Escola sem partido” se acentua, tornando-se presente em todas as apresentações. Isso porque para muitos é impossível, ou inviável, uma escola que permita que se escolha o que se quer aprender.

Particularmente, acredito que é mais uma forma de tornar os indivíduos ainda mais alienados, além de ainda menos críticos. No Brasil, o incentivo a argumentação e ao desenvolvimento do senso crítico é muito depreciado, as pessoas crescem com grandes dificuldades em argumentar.

Além disso, também foi discutido sobre as responsabilidades do professor, que acarreta, por vezes, a função de professor, psicólogo, médico, entre outras. Acredito haver uma sobrecarga do profissional da educação, não por obrigação, mas pela necessidade de ajudar seus alunos que muitas vezes precisam de um auxílio além das funções do professor. Contudo, isso compromete a atividade principal do mesmo, que é ensinar, pois demanda tempo e atenção. O professor somente deveria somente ser capaz de perceber os sinais de problema e encaminhar o aluno para um profissional mais capacitado em resolver o problema.

Acredito que deveria haver uma ação conjunta entre escola e família. Além disso, deveria existir um auxílio de profissionais de outras áreas, tal como psicólogos, nas escolas, para amparar os alunos, para que o professor possa exercer sua profissão de forma plena.

Imagem: Google

Autonomia no âmbito acadêmico

Carta 06, 18 de julho de 2016,

Finalizamos as discussões sobre o texto “Introdução a Vida Acadêmica” e começamos a falar sobre o livro de Paulo Freire “Pedagogia da Autonomia”. A obra do autor é um dos pilares da UFSB, sendo a autonomia incentivada na nossa universidade para que o aluno cada vez mais tenha domínio sobre si e possa ser "autodidata", sendo livre para praticar sua autonomia na escolha de componentes, na hora de fazer seus trabalhos..

Imagem: Google

O livro foi dividido para que cada grupo de 3 pessoas comentasse sobre um capítulo. Nesse primeiro momento, falamos da relação entre professor e aluno. Segundo Freire, a relação é uma troca mútua de aprendizado, em que ambos aprendem e ensinam, gerando um ambiente aberto a discussões. Além disso, de acordo com o livro, o professor não teria uma postura autoritária e hostil com seus alunos, graças a esse método de troca de ensinamentos.


Imagem: Google

A respeito dessa primeira parte do capítulo, gerou-se na sala um debate sobre um projeto de lei, o “Escola sem Partido”, que tem como uma de suas bases a escola sem ideologia, o que muitos consideram ruim para a educação, gerando indivíduos cada vez menos críticos e com menos poder de argumentar posto que não teriam um conhecimento amplo sobre várias áreas de aprendizado.

Acredito que se colocado em prática, esse projeto pode ter consequências muito ruins, tais como as já citadas, além disso, o projeto pode atrapalhar o desenvolvimento do aluno. Numa sociedade como a brasileira, que usa o ENEM como forma de inserção nas universidades, como seriam avaliados os alunos visto que um pode possuir um certo conhecimento e o outro não?! Esse tipo de medida tira a "uniformidade" do que deve ser ensinado nas escolas e a autonomia do próprio professor na sala de aula.

Debatendo o texto e a SBPC

Carta 05, 11 de julho de 2016,

Nessa aula voltamos a falar sobre o texto da aula anterior, mas falamos muito também da SBPC, congresso ao qual a nossa Universidade teve a honra de sediar. Muitas opiniões foram emitidas a respeito do que foi apresentado, de como foi apresentado, de como decorreu todo o processo.

Imagem: Google

Mais de mil pessoas foram recebidas diariamente no evento, agregando conhecimento sobre diversos assuntos do mundo científico apresentados. Contudo, apesar de ser um grande evento para a população, o uso da linguagem científica dificultava um pouco o entendimento dos indivíduos leigos nessa área, sendo um ponto negativo que encontrei no evento.

Mas, mesmo com esse ponto negativo, a SBPC foi um grande evento para Porto Seguro, uma vez que movimentou o comércio da cidade, o turismo, além de levar muitas crianças, estudantes de escolas da região, a conhecer esse evento de grande porte, que contava com uma gama enorme de assuntos nos estantes, mesas redondas e mini cursos.

Além disso, o evento contou com uma tecnologia de ponta e apresentações musicais durante toda a semana de congresso, animando as pessoas após um longo dia de muitos aprendizados. Professores da UFSB e convidados foram responsáveis por descontrair o ambiente ao final de cada dia.

Imagem: Arquivo Pessoal

A discussão a respeito do congresso demandou boa parte da aula e deu para contextualizar com a “introdução a vida acadêmica”, acerca das questões do mundo científico. Eu particularmente gostei muito de conhecer de perto a SBPC, é uma experiência imperdível e me sinto honrada de ter feito parte disso.




Universidade e moralidade

Carta 04, 27 de junho de 2016,

Nessa aula discutimos sobre o texto “Introdução a Vida Acadêmica”, fizemos questionamentos que levaram a um debate saudável sobre o assunto.

O tema desconstrói a ideia do espaço da universidade estar ligado a um lugar moralmente superior aos demais, com pessoas “iluminadas” e moralmente elevadas, ideia essa que está ligada aos grandes filósofos dos séculos passados, que eram detentores do conhecimento e da ciência dos seus tempos. A publicação é desenvolvida de certa forma a fazer uma retrospectiva da universidade desde os primórdios até a década atual.

Imagem: Obra "Introdução a Vida Acadêmica"


Pudemos inferir a partir da discussão do texto que a universidade não é sinônimo de pessoas moralmente mais evoluídas, visto que nesse campo somente se distribui o conhecimento técnico de uma área, sendo que ali  pode se desenvolver pessoas de “moral duvidosa”. Contudo, ainda hoje se dissemina esse tipo de ideal, visto que os indivíduos tendem a querer fazer parte de um grupo "evoluído", especial.

Além disso, a obra tem como objetivo de ajudar os indivíduos que acabaram de se inserir no âmbito acadêmico abordando o tema "universidade" de modo simplista, que atinge um grande público, a fim que o aluno entenda o que o aguarda e como, de fato, é o espaço da universidade.

É válido acrescentar que o texto também trata de modo progressista a evolução da ciência e do modo de pesquisar. A universidade caminha lado a lado com a ciência e com a evolução dos métodos de pesquisa, que foram se refinando ao longo dos tempos e se desenvolvendo, surgindo novas formas de se obter dados e de se comprovar análises.

O fim de uma experiência

Carta 10, 25 de agosto de 2016,

Depois de uma jornada de três meses, o componente chegou ao fim. Confesso que me surpreendi, assim como disse em classe, achei que seria um componente chato, que não gostaria de fazê-lo semanalmente. E isso mudou, não perdi sequer uma aula de "Experiências do Sensível".

Nossa última aula!!


Durante todo esse tempo, os experimentos que vivi deixaram marcas que carregarei sempre. Não me refiro a marcas físicas, mas a aprendizados que jamais esquecerei. Aprendi a ouvir mais os sons que me rodeiam, a ter calma e esperar minha vez de falar, a ser de fato, mais sensível. Quem participa desse componente não sai como entrou, ele acrescenta novas perspectivas e formas de pensar nas nossas vidas.

Quando me autoavalio acerca dessa aula percebo o quanto ela influenciou no meu cotidiano. Sou grata por ter tido a oportunidade de passar por esse componente e aconselho a quem puder e tiver que passar, que dê seu máximo e participe verdadeiramente das aulas, ao fim se sentirá realizado. O meu relato chegou ao fim, com a sensação de dever cumprido e que fiz o melhor que podia. Esse é só o início de uma vida acadêmica, mas cada segundo valeu e valerá a pena.

Imagem: Pinterest

O meu dispositivo

Carta 09, 25 de agosto de 2016,

[Você pode ler este texto ao som de Natiruts]

Chegou o momento de falar do meu dispositivo. O grupo que trabalhou nele, além de eu mesma, foi o Daniel, o Dan, a Giovana e a Emili. As instruções eram as seguintes:

Na ponta do lápis
- Materiais

  • 4 pedaços grandes de papel;
  • canetas ou lápis;
  • dispositivos que reproduzam músicas.
- Procedimento


  • Dividir a sala em quatro grupos;
  • cada grupo é conduzido para um local diferente;
  • fazer um círculo de pessoas em volta da folha;
  • cada grupo ouve um estilo musical diferente durante cinco minutos (Ex: rock, funk, reggae, eletrônico);
  • enquanto ouvem a música, cada componente do grupo faz um desenho no papel.
Eu fiquei responsável por um grupo de pessoas e os levei até o painel indígena para ouvirem o som enquanto desenhavam. Eles ouviam reggae e então começaram a sair desenhos como flores, urso, árvores.. ao voltarmos para sala aconteceu a partilha da experiência. Nesse momento os desenhos foram expostos e os grupos falaram sobre eles enquanto respondiam a questionamentos como: qual estilo musical vocês ouviram? Vocês acham que a música influenciou no que desenharam?

A turma realizando o dispositivo


A exposição dos desenhos

O objetivo era mostrar como as pessoas reagem a estímulos externos, como a música, e o modo que eles influenciam no trabalho que está sendo desenvolvido em determinado momento, sendo que algumas pessoas podem ate mesmo não sofrer essa influência.

Mãos à obra: realizando os dispositivos

Carta 08, 25 de agosto de 2016,

Nessa aula nós apresentamos os dispositivos que desenvolvemos em grupo. Confesso que foi uma aula cansativa, fizemos todas as atividades que os grupos desenvolveram, mas foi ótimo, certeza que todos ficaram felizes em realizar as atividades e verem seus dispositivos sendo colocados em prática.

O primeiro grupo a apresentar foi o de Jéssica, Laís, Flora, Johann, a proposta deles era a seguinte: os alunos deveriam fechar os olhos e ouvir as músicas que estavam tocando. Foram vários estilos musicais, do arrocha ao rock, músicas que nos remetiam a infância ou a filmes como Titanic ou 007. Após ouvirmos as músicas deveríamos relatar nossas sensações acerca delas, as lembranças que trouxeram, e depois criar uma história a partir de um dos sons.

Outro dispositivo que tivemos nessa aula foi com caixas. Um voluntário deveria ser vendado e colocar sua mão dentro das caixas e falar a primeira palavra que viesse a sua cabeça ao sentir aqueles objetos. Confesso que não me contive e quis ser voluntária.

Nas caixas tinham objetos como cocar, kiwi, bolinhas de gel, ursinho de pelúcia, Bombril e aranha falsa. Quando eu encostei nas bolinhas tomei um susto, acho que por essa sensação ter sido mais molhada. Várias pessoas se voluntariaram e a experiência foi ótima.

Imagem: Arquivo da classe

Outro dispositivo trabalhava com a confiança. Nesse dispositivo uma pessoa deveria ficar no meio de uma roda de cinco pessoas. Ela não deveria mover seus pés, deveria ficar de olhos fechados e "jogar" seu corpo para um dos lados em que uma pessoa a seguraria e jogaria para outro lado. O objetivo dessa dinâmica era trabalhar a confiança que possuímos nos outros e em nós mesmos.

Realizando o dispositivo da confiança.


Tivemos também um dispositivo muito carinhoso. Nesse método, os alunos deveriam ser vendados e as pessoas deveriam abracá-los. Posteriormente, os indivíduos deveriam tentar descobrir por quem foram abraçados e para finalizar as pessoas deveriam se revelar e dar outro abraço. 

O último dispositivo que realizamos foi fora da sala de aula. Fomos levados a um corredor que estava chamando a atenção de todos os estudantes da UFSB por estar cheio de cores, com uma iluminação bem diferente da usual. A ideia era que passeássemos pelas cores e sentíssemos as diferentes sensações que cada coloração transmite, desde tranquilidade, a raiva, calor..  

O corredor mais lindo da UFSB!

Depois de tantas experiências eu estava exausta, mas muito feliz, todos se saíram muito bem e deram o melhor de si no planejamento e execução de seus projetos. E não acaba aqui, ainda faltou falar do meu dispositivo!! 


Os objetos parte 2

Carta 03, 20 de junho de 2016, 

[Você pode ler este texto ao som de Amanhecer]
Imagens: Google 

Nessa aula continuamos a mostrar objetos que eram importantes para nós. Dessa vez foram levados sapatinho de bebê, camisa de show, teste de gravidez, diário.. muitos objetos que remetem a infância.
Além disso, foi levado um livro do autor Vinícius de Moraes, juntamente com um CD que todos ganhamos, com músicas de composição do colega de classe que nos presenteou. Não pude deixar de "ilustrar" o post com uma delas, são todas ótimas, arrasam demais!! 
Também surgiu um debate sobre segurança pública, principalmente sobre a postura da polícia perante a sociedade.
Acredito que ainda que a polícia tenha se tornado por vezes um meio opressivo, de corrupção, ela ainda foi feita para servir a sociedade e protegê-la. Mesmo com tantos corruptos no poder, existem aqueles que honram o seu cargo e sua função e, acredito eu, são a maioria.

Os objetos

Carta 02, 13 de junho de 2016,

Imagens:Pinterest e Google

Na segunda aula cada aluno levou um objeto que fosse importante para ele. Variados objetos foram levados, tais como pulseira, fotos de filha e de amigos, alianças, CD, e alguns mais inesperados, como uma saia, jogo de xadrez e até mesmo uma pedra (sim! uma pedra). Mas, sem dúvida alguma o que mais gerou debate e questionamento foi a Bíblia, esse livro tão importante para alguns gerou uma grande e saudável discussão em que muito se foi falado sobre o embate entre diferentes crenças.

Essa aula não somente nos levou a conhecer um pouco mais uns sobre os outros como também nos levou a “desproteger a cabeça”, de forma que pudemos acrescentar novos conhecimentos a partir de objetos com histórias tão pessoais e que em sua mera funcionalidade não nos levaria a determinado conhecimento, a determinados questionamentos.

Outrossim, por trás de peças tão simples e normais do cotidiano, se escondem histórias ótimas de serem ouvidas. E Kauã, um dos alunos da turma, disse uma frase que ficou muito marcada na minha cabeça naquele momento, ele disse: “Para escrever é necessário sensibilidade.”, e readaptando para o contexto dos instrumentos que foram levados para aula posso dizer que: para viver, é necessário sensibilidade. É necessário ser sensível ao ponto de respeitar uma crença diferente, é necessário ser sensível para olhar com empatia para o próximo, é necessário sensibilidade para ver que a vida vai muito além do material e que muitas vezes o material apenas reflete os sentimentos, histórias e fases de uma pessoa.

Eu escolhi levar meu celular, um objeto tão usado no dia-a-dia e que se não fosse essa aula, talvez eu não tivesse essa reflexão e não olhasse com mais sensibilidade para a importância enorme que ele tem na minha nova realidade, ele agora é a forma mais rápida e funcional de me comunicar com amigos, com minha mãe, irmã e namorado que estão a 600km de distância. E ele representa hoje muito mais do que sua função prática o permite fazer, ele representa o amor, o carinho e o respeito que eu consigo transmitir através dele para aqueles que estão longe.


O primeiro contato

Carta 01, 06 de junho de 2016,

Imagem: Arquivo Pessoal


Primeiro contato entre docente e discentes. Nesse primeiro momento foram feitas as apresentações, cada aluno foi convidado a dizer seu nome, idade, cidade onde reside, se possui emprego...
Além disso, nos foi apresentado o plano de ensino que irá ser desenvolvido no componente curricular “Universidade e Sociedade” e a metodologia de ensino.

Foi apresentado como método avaliativo o “diário de bordo”, o qual cada aluno irá desenvolver no decorrer dos  meses de acordo com suas perspectivas e experiências dentro do componente, além de outros métodos, tal como a autoavaliação.


Nesse primeiro momento a gente nunca sabe como será que tudo ocorrerá. Confesso que fiquei apreensiva, estava num ambiente totalmente novo e que não conhecia ninguém. Para começar, eu estava na sala errada!! Eu seria da sala Cabrália 2, mas como assisti a aula na Cabrália 3, resolvi ficar e pedi minha transferência para aula do professor Ronie. Nesse primeiro dia, tanto nesse componente como na universidade me senti completamente PERDIDA, e isso me deixou bem assustada. Mas, a aula fluiu de modo tranquilo e fui me sentindo mais a vontade.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Avisos e SBPC

Olá, pessoas!
Passando só pra avisar que entre algumas datas existe um longo espaço de tempo sem posts. Isso porque tivemos dois feriados e a SBPC. Você sabe o que é a SBPC?! Chega mais que eu vou falar um pouquinho..


A SBPC, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, é o maior congresso científico e tecnológico da América Latina. A sua 68º edição aconteceu em Porto Seguro, na UFSB, uma honra inédita, pois as edições passadas só tinham ocorrido em capitais. 

Cerca de 10 mil pessoas estiveram  na universidade, mais de mil pessoas por dia. Alunos de escolas de toda região foram convidados para visitar a exposição que era aberta ao público. O Congresso contou com várias mesas redondas e minicursos, inclusive sobre os povos indígenas, que são parte expressiva da comunidade de Porto Seguro.
Estandes de todos lugares estiveram presentes, tais como da UFMG (que sediará a próxima edição), da Marinha, de metereologia, entre outros.

Imagens: Arquivo pessoal

Um pouquinho do que pudemos ver na SBPC.

Tinha muita coisa legal para ver por lá, desde mini modelos de navios até animais VIVOS como cobras (medo!) e outros empalhados. Fiquei muito feliz de ter participado desse evento, de ter tido a honra de ver um congresso dessa magnitude na Ufsb, uma universidade tão nova e que já está mostrando a que veio. A próxima SBPC ocorrerá em Belo Horizonte, quem desejar participar da 69º edição já sabe pra onde ir!!

#68SBPCeufui!!



Um experiência saborosa

Carta 07, 18 de agosto de 2016,

“Olá tod@s, eis as indicações para o dispositivo do dia 18/08: 

Com este dispositivo exploraremos um mundo amplo, variado e de imensa riqueza: o mundo dos sabores, só que não apenas em si, mas ligado (como de fato é) ao nosso mundo afetivo. O que faremos:

Se junte em grupos de máximo 3 pessoas. Os grupos NÂO devem juntar as pessoas que já estão sempre juntas, mas permitir novas aproximações. Reunido o grupo, cada integrante vai identificar uma receita que gosta, mas que tb seja ligada à sua memória afetiva (receita de infância, que sua vô/mãe fazia, que vc cozinhou pela primeira vez para o/a namorado/a....). Uma receita que mobilize mais do que o seu paladar. Dai, cada pessoa vai contar a receita para @s demais, com todos os detalhes do caso e, após as partilhas o grupo escolherá qual das receitas realizar para levar na aula.
Caso seja absolutamente impossível se juntar em grupo, você vai apenas pensar na sua receita e nos motivos afetivos que a tornam tão especial, realizá-la e levá-la para a aula.
(Repare: não precisa fazer grande quantidades da receita escolhida, apenas uma amostra, já está bom!).
E venha/m para aula partilhar!”
Meu grupo para esse dispositivo foram Emili e Giovana. Eu sugeri que fizéssemos brigadeiro, pois é um doce que lembra a infância e sempre fazia com minha irmã. Emili sugeriu um bolo que sua avó sempre faz e por isso é importante para ela, pois lembra sua avó. Giovana sugeriu bolo de banana vegano, pois ela é vegetariana e não come nada de origem animal ou que provenha de um bichinho. Nós optamos por fazer o bolo de Giovana, pois ficamos curiosas em conhecer como é a vida alimentícia de uma pessoa vegana.
Ao chegarmos na aula, discutimos por um breve momento os textos que Valéria havia pedido que lêssemos, e depois cada um explicou os motivos que levaram a escolher tais receitas. Variados foram os tipos de receitas que apareceram na classe, uma mais deliciosa do que a outra.


Imagens: Arquivo pessoal


Por fim, experimentamos as diversas receitas que foram levadas. O Daniel fez uma torta de limão que surpreendeu a todos, estava muito boa, outra pessoa levou um cookie que todos amamos, estava demais!! O nosso bolo não deu muito certo, logo na hora que estava assando, o gás acabou. Mas, eu experimentei e estava divino, descobri que a turma vegetariana manda muito bem na cozinha e não fica pra trás na questão do sabor.


Ademais, posso acrescentar que foi um festival de sabores e lembranças, pudemos recordar nossas infâncias e melhores momentos através do paladar!!

Uma realidade diferente

Carta 06, 11 de agosto de 2016,

[Você pode ler este texto ao som de Ser diferente é normal]

Anteriormente a essa aula cada aluno fez uma atividade individualmente. Em casa, deveriam ficar com olhos tampados por meia hora e transcrever o que sentiu, suas sensações, poderia escolher andar ou ficar parado, agir como quisesse. O mesmo exercício deveria se repetir mas com os ouvidos tampados.
Em sala, nos reunimos em grupos de cinco pessoas e cada um deveria perder um sentido. No meu grupo, eu perdi a capacidade de andar. Dan e Daniel ficaram surdos e Emili e Giovanna ficaram cegas. Juntos, deveríamos dar um passeio pela faculdade e criar uma história acerca da tarefa. Nesse exercício a equipe deveria se ajudar, Dan e Daniel me carregaram, enquanto isso guiavam Emili e Giovanna.

Imagem: Arquivo Pessoal

Pudemos ter várias sensações e sentimentos. Assim como eu, outras pessoas do grupo sentiram medo, sensação de impotência, fragilidade, vulnerabilidade. Pudemos nos colocar no lugar do outro, do indivíduo que tem uma deficiência.
Contudo, ao discutirmos em sala sobre a experiência, Valéria nos fez ver que nós julgamos a realidade do outro a partir da nossa. Muitas vezes, a partir da nossa dificuldade de viver uma vida sem falar, ouvir, andar, julgamos que o outro é incapaz, quando talvez ele não seja. Isso ficou claro no exemplo que ela deu de um casal, em que ambos eram surdo mudos e estavam em ônibus diferentes e podiam se comunicar a distância com facilidade. Nós, com todos nossos sentidos, possivelmente não conseguiríamos nos comunicar e entender o que o outro queria dizer.
Essa tarefa não somente nos colocou no lugar de uma pessoa que possui uma deficiência como também nos fez enxergar de outra forma a realidade do outro, que muitas vezes estereotipamos de acordo com nossa visão mas que não conhecemos a fundo.
Ah, e aqui vai a nossa história:

“Eram 5 amigos que foram viajar. Nessa viagem eles resolveram fazer uma trilha na floresta. Eles se perderam. A fome era gigante mas eles tinham medo de comer qualquer coisa que encontravam lá. Em um momento, Emili e Giovanna encontraram uma árvore muito vistosa e, por ser bela, resolveram comer seus frutos. Horas depois delas comerem, perderam a visão. Laura, com medo de comer do fruto, preferiu ficar com fome. Ela ficou desnutrida e por isso, não conseguia andar. Dan e Daniel, buscando ajudar sua amiga, foram até um pequeno riacho que estava próximo para procurar peixes. Ao entrar no riacho, não encontraram alimento, mas a água estava contaminada e deixou os dois surdos. Desesperados por não possuírem seus sentidos, ficaram atônitos. Após o momento de desespero, resolveram se juntar para que pudessem sair da floresta e buscar ajuda. Dan e Daniel carregaram Laura pois estava muito fraca. Além disso, guiaram Emili e Giovana para que não se machucassem. Juntos, foram capazes de sair da floresta e buscarem ajuda.”

Desenvolvendo o dispositivo

Carta 05, 04 de agosto de 2016,

Imagem: Pinterest


Nessa aula começamos a desenvolver os dispositivos que deverão ser apresentados ao fim do quadrimestre. Em grupo, devemos desenvolvê-lo e aplicá-lo em nossa sala, com nossos colegas. Uma tarefa que parece simples, mas é mais complexa do que pensamos.

Meu grupo para criar o dispositivo é Daniel, Giovana, Dan e Emili. Várias ideias surgiram naquele momento, mas é muito difícil desenvolver "um método", isso porque as instruções são importantíssimas e você precisa trabalhar de modo que o objeto final tenha uma "moral da história", tenho um objetivo maior do que se esperava ao praticar a metodologia.

Imagens: Google e Pinterest


O que será que vamos desenvolver?! Sei que devemos nos atentar para as instruções, elas são fundamentais!!

Um som diferente

Carta 04, 21 de julho de 2016,

[Você pode ler este texto ao som de Sorri, sou rei]

Cada aluno levou um instrumento, latas com grãos, chaves, qualquer objeto que fizesse barulho. Em roda, usamos os objetos para fazer ritmos, tornando o ambiente leve, descontraído e relaxado.

 

Imagens: Google

A cabaça, esse maior com miçangas, foi um dos que mais me impressionaram, isso porque nunca tinha visto esse instrumento. Teve também esse menorzinho, não me recordo o nome, mas sei que deu trabalho pra galera aprender a usá-lo. E antes que eu pareça louca de colocar um recipiente e não outro instrumento, essa vasilha também serviu para fazer som. Dentro dela tinha um punhado de arroz e quando sacudia fazia um barulho que podia ser ritimado. Assim como essa vasilha que já citei, a galera improvisou pra fazer um ruído, levando diversos tipos de material que geram melodia.

Além disso, em grupo refizemos o exercício da aula anterior de ouvir um som e falar sobre ele, só que dessa vez em ambientes da universidade. A partir disso, cada grupo mostrou suas impressões a partir daquela dinâmica, levando a alguns resultados semelhantes e outros diferentes ao fazer a atividade individualmente.

Para o nosso grupo, após gravar o som, ouvimos outros barulhos que anteriormente apenas nossos ouvidos não ouviram. Também a capacidade de abstrair sons em grupo é maior, visto que a concentração se perde em dados momentos devido a interação com os indivíduos. Contudo, é um dispositivo que além de aguçar a audição, promove o trabalho em equipe e as relações em grupo.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A percepção dos sons




Carta 03, 14 de julho de 2016,

Nessa semana tivemos que fazer um exercício anterior a essa aula. Cada aluno deveria gravar três sons de um minuto em horários diferentes do dia e transcrever o que ouviu de cada áudio.
Em sala, ao darmos continuidade a nossa experiência, a professora Valéria levou um sino e pediu para que descrevêssemos o que aquele som nos fez sentir, lembrar, quais as sensações que ele provocou. Diferentes foram as opiniões, teve quem sentisse angústia, desconforto, quem sentiu paz, serenidade, controle. Particularmente, eu senti um grande desconforto, difícil descrever, mas acredito ter sentido angústia ao som que ressoou do sino.

Imagens: Pinterest


Ao cada um se levantar e apresentar seus sons e dizerem o que transcreveram, conseguimos ver como um mesmo som teve um significado diferente entre as pessoas, tal como o som dos pássaros, do mar e até mesmo o silêncio, pudemos ver como eles afetavam diferentemente cada indivíduo. Além disso, pudemos de fato observar o que acontece a nossa volta, pois no nosso dia a dia as inúmeras distrações e obrigações fazem passar despercebidos certos sons, principalmente os incômodos.


Essa aula nos levou a aguçar nossa audição. Ao fazermos a atividade tivemos uma nova perspectiva sobre ruídos comuns do nosso dia a dia, uma vez que nos colocamos a observar o que acontecia a nossa volta com atenção.
Aqui vai a minha transcrição dos sons que eu gravei:
  • Som da noite: Som semelhante a uma chuva forte ou rádio fora do ar. Também se parece com o barulho de uma queda d'água distante.
Esse som, na verdade, era o barulho de um ventilador
  • Som da manhã: Som de músicas ao redor, uma moto passando pelo local, passos apressados e voz de pessoa.
Todos esses sons estavam presentes na cena que eu gravei, a ideia era gravar o que acontecesse enquanto eu andava pela rua.
  • Som da tarde: Algo sendo martelado; batido. Barulho de algo batendo em um prato.
Nessa gravação, a ideia seguia a mesma, gravar o que acontecesse naquele período. O som ouvido não foi dos mais agradáveis.

É interessante notar que os sons enquanto ouvimos com nossas orelhas se parece de um jeito, e depois de ouvir a gravação, se parece de outra forma. Infelizmente, perdi minhas gravações e não poderei mostrar aqui, mas fica a dica: usem a imaginação de vocês e se quiserem, reproduzam a atividade. Até mais!

Minha terra é o meu lar

Imagem: Arquivo pessoal

Carta 02, 16 de junho de 2016,

[Você pode ler este texto ao som de Daughters]

A aula de hoje de “Experiências do Sensível” se deu de uma maneira diferente das aulas de qualquer outro componente curricular. Nela, nos organizamos fora da sala de aula, novamente na varanda sul do campus e em um círculo. Além disso, fomos convidados a fazer movimentos para relaxarmos e sentirmos nossos corpos, mergulhando de fato nesse componente.

Nessa aula foi aplicada a metodologia com a terra. Primeiramente (Fora Temer!). Em segundo, nós colocamos a terra em folhas em branco e as colocamos também em forma de roda. Fizemos desenhos que representassem o que ela significa para cada um e depois passamos por cada uma delas, tocando-as, sentindo suas diferentes texturas.

Não somente sendo as texturas diferentes, reorganizamos os punhados de terra por uma ordem de cores, da mais escura para a mais clara, sendo possível também trabalhar com outro sentido, a visão.
A terra que eu utilizei foi do quintal da minha avó e é importante porque representa os laços familiares e uma nova fase em minha vida. Já o fato de importante que ela viu, ou os fatos, foram os fins de relacionamentos que a todo tempo foi narrado nesse espaço, no convívio diário da família.


Imagem: Arquivo pessoal



Foi possível notar que muitas histórias, se não a maioria delas, se tratavam de lugares a qual remetia a cada um o seu lar, o lugar onde cresceu, o lugar onde se sente seguro, o lugar onde viveu sua infância... histórias felizes, tristes, comoventes e extremamente pessoais, da intimidade de cada um. Através dessa atividade pude sentir um pouco das experiências alheias, além de fazer uma viagem interior a qual acabamos por reconhecer a importância de certos locais e pessoas nas nossas vidas, que as vezes, por diversos motivos esquecemos de valorizar. 

Ao fazer descrever essa atividade, não deixei de notar como ela me remeteu a importância da minha família na minha vida. Agradeço por ter conseguido enxergar isso <3.

Uma aula coletiva

Imagem: Pinterest


Carta 01, 09 de junho de 2016,

Iniciamos as aulas de “Experiências do Sensível” de forma coletiva. Nos reunimos em uma roda na varanda sul da UFSB do campus Sosígenes Costa, para entendermos melhor a forma como funcionará o componente (CC).
Cada aluno foi convidado a se levantar e se apresentar diante dos demais, dizendo seu nome, de onde veio e uma palavra que definia o momento que cada um estava vivendo. Além disso, também nos foi proposto pelos professores uma dinâmica a qual nos levantamos e andamos dentro do círculo, e, se fosse de nossas vontades, interagirmos com os outros alunos.
Foi apresentado o plano de ensino do componente, a metodologia que será aplicada e a forma de avaliação que será usada, sendo a participação do aluno essencial para sua aprovação ao fim do quadrimestre. Também nos foi proposto para próxima aula, como um dispositivo do CC, a realização de uma tarefa em que com nossas próprias mãos pegamos um punhado de terra e redigimos dois textos, sendo um para relatar um acontecimento que se passou naquela terra, e outro para dizer por que aquele lugar é importante para nós. Vale ressaltar o uso do “diário de bordo”, que assim como em outro componente, usaremos para relatar as experiências, perspectivas e impressões acerca do componente curricular.
Apesar da vergonha de me apresentar diante de todos aqueles alunos que eu não conhecia, eu achei a aula bem legal. Foi um momento de nos conhecermos e interagirmos uns com os outros. Não posso deixar de esclarecer o que é um dispositivo: dispositivo é como um "método", uma dinâmica que será usada no desenvolvimento das aulas e sempre com um propósito maior do que podemos enxergar num primeiro momento. As vezes parecerá uma atividade maluca, mas acredite, sempre tirará uma boa "moral da história".