Carta 06, 18 de julho de 2016,
Finalizamos
as discussões sobre o texto “Introdução a Vida Acadêmica” e começamos a falar
sobre o livro de Paulo Freire “Pedagogia da Autonomia”. A obra do autor é um dos pilares da UFSB, sendo a autonomia incentivada na nossa universidade para que o aluno cada vez mais tenha domínio sobre si e possa ser "autodidata", sendo livre para praticar sua autonomia na escolha de componentes, na hora de fazer seus trabalhos..
Imagem: Google
O livro foi dividido
para que cada grupo de 3 pessoas comentasse sobre um capítulo. Nesse primeiro
momento, falamos da relação entre professor e aluno. Segundo Freire, a relação
é uma troca mútua de aprendizado, em que ambos aprendem e ensinam, gerando um
ambiente aberto a discussões. Além disso, de acordo com o livro, o professor
não teria uma postura autoritária e hostil com seus alunos, graças a esse
método de troca de ensinamentos.
A
respeito dessa primeira parte do capítulo, gerou-se na sala um debate sobre um
projeto de lei, o “Escola sem Partido”, que tem como uma de suas bases a escola
sem ideologia, o que muitos consideram ruim para a educação, gerando indivíduos
cada vez menos críticos e com menos poder de argumentar posto que não teriam um
conhecimento amplo sobre várias áreas de aprendizado.
Acredito que se colocado em prática, esse projeto pode ter consequências muito ruins, tais como as já citadas, além disso, o projeto pode atrapalhar o desenvolvimento do aluno. Numa sociedade como a brasileira, que usa o ENEM como forma de inserção nas universidades, como seriam avaliados os alunos visto que um pode possuir um certo conhecimento e o outro não?! Esse tipo de medida tira a "uniformidade" do que deve ser ensinado nas escolas e a autonomia do próprio professor na sala de aula.



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