sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Os desdobramentos da profissão

Carta 07, 01 de agosto de 2016,

As apresentações sobre o livro de Paulo Freire continuam. A discussão sobre “Escola sem partido” se acentua, tornando-se presente em todas as apresentações. Isso porque para muitos é impossível, ou inviável, uma escola que permita que se escolha o que se quer aprender.

Particularmente, acredito que é mais uma forma de tornar os indivíduos ainda mais alienados, além de ainda menos críticos. No Brasil, o incentivo a argumentação e ao desenvolvimento do senso crítico é muito depreciado, as pessoas crescem com grandes dificuldades em argumentar.

Além disso, também foi discutido sobre as responsabilidades do professor, que acarreta, por vezes, a função de professor, psicólogo, médico, entre outras. Acredito haver uma sobrecarga do profissional da educação, não por obrigação, mas pela necessidade de ajudar seus alunos que muitas vezes precisam de um auxílio além das funções do professor. Contudo, isso compromete a atividade principal do mesmo, que é ensinar, pois demanda tempo e atenção. O professor somente deveria somente ser capaz de perceber os sinais de problema e encaminhar o aluno para um profissional mais capacitado em resolver o problema.

Acredito que deveria haver uma ação conjunta entre escola e família. Além disso, deveria existir um auxílio de profissionais de outras áreas, tal como psicólogos, nas escolas, para amparar os alunos, para que o professor possa exercer sua profissão de forma plena.

Imagem: Google

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